13 junho 2017

SÃO PAULO: Ex-presidente da CPTM é denunciado, e promotor vê desvio de R$ 538 mi

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) superfaturou em R$ 538 milhões seis contratos de manutenção e reforma de trens, assinados entre 2012 e 2013, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), segundo denúncia apresentada pelo promotor Marcelo Mendroni. Ele acusa o ex-presidente da CPTM Mario Bandeira de ter coordenado o cartel. A CPTM refuta a acusação. O suposto superfaturamento ocorreu em contratos que somam cerca de R$ 1,76 bilhão, em valores atualizados. O sobrepreço corresponde a 30,3% do montante global, segundo a denúncia apresentada à Justiça pelo promotor na última sexta-feira (9), mas que só se tornou pública nesta segunda (12). Mendroni disse à reportagem que identificou um padrão no superfaturamento dos seis contratos: "A CPTM colocava um preço de referência muito exagerado para que as empresas pudessem oferecer propostas com valores bem baixos. Depois esses preços eram reajustados por percentuais altíssimos". O que parecia ser uma economia na contratação era um truque para favorecer o cartel, já que não houve concorrência de fato, tudo segundo o promotor.
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